A Fé. 

Faz um ano hoje que em uma manhã fria e ensolarada enquanto dirigia para o trabalho resolvi plantar essa semente: Escrever um blog. Naquele dia pensei que eu escreveria muito. Escrevi muito pouco. Mas o que está escrito foi sentido, vivido. Foi sincero. 

Hoje vou continuar a plantação com fé. 

Há que se ter fé. Muita. Pouca não me serve. 

Ter fé, acreditar, ter convicção, dar crédito. 

Sim. Eu dou. 

Prefiro pecar pelo excesso da boa e velha: fé. 

Sou de boa fé. E creia, não costumo me encontrar com aqueles da má. 

A cada nova manhã deposito fé que o melhor virá, que tudo certo dará e que o sol brilhará em cada canto da vida em que habito. 

Me exercito na tarefa de acreditar naquilo que eu quero criar. 

Tantos obstáculos aparecem. Eu continuo na fé, de que essa semente forte há de germinar, enraizar, brotar, florir e frutificar, enchendo a vida daquilo que minha alma anseia, do que meu espírito precisa. De que nesse florecer outros seres, como você, possam ser abençoados e contagiados com o dom da Fé! 

Namastê! 


Arte de Claudia Trembla. 

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Há 4 meses, Serena. 

Há  quatro meses ela nasceu. Eu não tinha a mínima ideia do que viria! Eu pensava que soubesse alguma coisa. Não. Eu não sabia de nada. Agora, talvez eu tenha aprendido alguma coisinha. Bem pouca. Ou quase nada. 

Se transformar em mãe provavelmente é diferente para mulheres diferentes. 

Considerei a experiência como transmutação brutal do estado de ser! 

Não há nenhuma segunda opção, é sempre só uma. E essa uma sou eu: a mãe! Por enquanto, sinto que deixei de ser eu. Para que ela seja ela, Serena, eu praticamente não sou mais nada do que fui! Sei que é por enquanto. Sei que vai passar. Sei que vai dar saudade. Então o que faço é me entregar. E nesses 4 meses tenho aprendido a entregar, a delegar, a pedir, a esperar, a receber. E quanto mais me entrego a essa pequenina mais ela se entrega a mim. E assim vamos construindo essa nossa relação. Única. Imensa. Inexplicável. 

Tomo consciência que ha 4 meses me tornei mãe e sentada amamentado Serena o que faço é me emocionar. Meu coração se enche de amor, meus olhos de lágrimas. Ela suspira. Eu respiro. E vamos continuar!